A alimentação é considerada como um dos fatores que mais causa impactos na saúde e na qualidade de vida das pessoas. Uma alimentação adequada é necessária, uma vez que nos últimos 40 anos, passamos por grandes mudanças de hábitos alimentares.

O primeiro fast food do mundo foi criado em 1921, porém sua explosão ocorreu apenas na década de 50, aliado à facilidade, rapidez de se alimentar e pressa para se alimentar.

Nesse contexto, os intestinos desempenham um papel de vital importância no nosso corpo. Eles são como filtros, capazes de permitir ou barrar a entrada de nutrientes necessários ao organismo e de substâncias prejudiciais para a nossa saúde. É preciso nutrir o organismo adequadamente, isto é, ter uma ingestão adequada de alimentos, em quantidade e qualidade, afim de que nosso organismo receba todos os nutrientes essenciais ao seu bom funcionamento e ainda garantir que estes alimentos sejam bem digeridos, absorvidos e utilizados. Este processo é fundamental para determinar o melhor estado físico, mental e emocional.

O trato gastrintestinal humano contém mais de 10 trilhões de bactérias, com mais de 500 espécies diferentes. Uma das principais funções da mucosa intestinal é sua atividade de barreira, que impede as moléculas ou microrganismos antigênicos ou patógenos de entrarem na circulação sistêmica.

A composição microbiana alterada pela disbiose tem sido correlacionada com numerosas doenças em seres humanos, devido à redução da imunidade.

Se as paredes intestinais estiverem prejudicadas pode ocorrer um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e agressoras do intestino, originando a disbiose intestinal, um distúrbio que pode acarretar , desconforto abdominal , inchaço abdominal , sobrepeso, desnutrição e até o surgimento de outras doenças mais graves, devido a alterações do sistema imunológico, como: câncer, esofagite, infecções urinárias, afeta o humor, doenças auto imunes com Tioidito Haschimoto , Lúpus, artrite reumatoide, depressão, ansiedade, síndrome do Pânico e outros transtornos psíquicos.

Entre as possíveis causas da disbiose estão o uso indiscriminado de antibióticos, que matam tanto as bactérias boas assim como as nocivas, uso de anti-inflamatórios hormonais e não-hormonais, abuso de laxantes, o consumo excessivo de alimentos processados em detrimento de alimentos crus, a idade, o estresse, disponibilidade de material fermentável, a má digestão, Alérgenos alimentares, uso crônico de inibidores da bomba de prótons – alteram o pH do estômago o qual tem que ser ácido. Exemplo: omeprazol, açúcares , frutose em excesso  e farinha de trigo.

O tratamento da disbiose abrange duas linhas, uma dietética, por meio da ingestão de alimentos  funcionais, que beneficiam a constituição da microbiota intestinal, e outra usando medicamentos. Os alimentos funcionais que estão relacionados à melhora e à manutenção da microbiota são os probióticos, os prebióticos e os simbióticos. Evidências têm demonstrado que os alimentos probióticos e prebióticos modulam positivamente a composição e a atividade da microbiota intestinal, com consequentes efeitos benéficos sobre a saúde, como o restabelecimento do equilíbrio destes microrganismos, estímulo ao sistema imune, com fortes indícios de que inibam, ainda, atividade carcinogênica.