O conceito de sensibilidade a insulina foi introduzido ao se estudar a resposta de pacientes diabéticos ao estimulo glicêmico e à insulina. Define-se #ResistênciaInsulínica (RI) como uma perturbação das vias de sinalização mediadas pela #insulina em que as concentrações normais do hormônio produzem uma resposta biológica subnormal, ou seja, menor!

Um aumento da função da célula beta pancreática pode compensar a RI, resultando em tolerância normal a glicose (NGT). Todavia, quando a RI excede a capacidade funcional e adaptativa das células beta, instaura-se a deterioração da tolerância a glicose, que pode culminar com o diabetes mellitus de tipo 2 (DM2). Na realidade, a deterioração da função da célula beta e da ação insulínica inicia-se ANOS ANTES do diagnóstico do diabetes! Quando ocorre a descompensação da função beta celular, a insulina no sangue deixa de ser um bom parâmetro para estimar a RI.

A insulina controla um grande número de processos fisiológicos, embora seja conhecida, sobretudo, por suas ações na homeostase da #glicose. Em resposta a elevação da glicemia, a secreção de insulina aumenta, estimulando a captação de glicose, a síntese de glicogênio e a inibição da glicogenólise e da gliconeogênese. A insulina apresenta ainda outros efeitos metabólicos, como regulação da expressão de #genes, metabolismo dos lipídios no #músculo e no #tecidoAdiposo, #crescimento, #desenvolvimento e #sobrevivênciaCelular!

Insulina e Hipertensão - Dra Fernanda PedrosaA resistência às ações hormonais é um fenômeno relativamente comum em endocrinologia. Entretanto, é surpreendente o quanto a RI é prevalente na população, sendo componente de condições patológicas como #DM2 (em mais de 90% dos pacientes), #obesidade, #hipertensão, #SOP (síndrome dos ovários policísticos), #puberdadeprecoce, #dislipidemia, #esteatoseHepática (gordura no fígado), entre outras. Nesses casos, a RI PRECEDE EM VÁRIOS ANOS o surgimento da doença! PORTANTO, entendemos que a RI aparece como fator essencial na gênese e no aumento do risco cardiovascular. Dessa forma, a avaliação e o tratamento da RI são fundamentais para prevenção de doenças e para garantirmos #longevidade!

Os efeitos da insulina são mediados por receptores localizados na membrana plasmática das células-alvo. A ligação ao receptor ativa a cascata de sinalização intracelular que induz a translocação dos transportadores de glicose (GLUT 1-4) para a membrana celular e/ou a modificação de diversos processos metabólicos. Os mecanismos envolvidos na redução da função insulínica incluem antagonistas extracelulares e defeitos nas células-alvo ao nível dos receptores insulínicos ou da cascata de eventos pós-receptores. A homeostase da glicose é resultado da interação da secreção de insulina por parte das células betapancreáticas com a captação de glicose

por parte dos tecidos periféricos sensíveis a insulina. O aumento da glicemia estimula a secreção de insulina, a qual reduz a concentração de glicose de modo dose/tempo-dependente. Sabe-se que a hiperinsulinemia prolongada inibe tanto a secreção como

a ação da insulina. Já a hiperglicemia crônica é capaz de inibir tanto a secreção de insulina induzida por glicose quanto a sensibilidade celular à mesma. A deterioração da função da célula beta e da ação insulínica inicia-se anos antes do diagnóstico do diabetes, e, comumente, a hiperglicemia crônica está associada a secreção insulínica deficiente e a RI.

A obesidade, especialmente a visceral, e um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento do diabetes, por meio de diversos mecanismos, como aumento dos ácidos graxos livres circulantes (FFA), diminuição da #adiponectina e secreção pelo tecido adiposo de citocinas (p. ex., o fator de necrose tumoral alfa [TNF-a] e a interleucina-6) que, em última análise, exacerbam a RI. O acúmulo de gordura em outros tecidos, como fígado, músculo e pâncreas, reduz a capacidade dos mesmos em metabolizar a glicose, sendo a infiltração gordurosa hepática particularmente relacionada com a RI. No pâncreas endócrino, contribui para a disfunção da célula beta e sua destruição pela apoptose e pelo estresse oxidativo, quadro denominado #lipotoxicidade.

Uma vez instalada a hiperglicemia, seus efeitos adversos nos tecidos constituem a #glicotoxicidade: no músculo esquelético, a hiperglicemia interfere na ação da insulina por uma variedade de mecanismos; no pâncreas, aumenta o estresse oxidativo, reduzindo ulteriormente a secreção de insulina.

MAS ENTÃO, O QUE FAZER? Simples: #dieta de baixo índice glicêmico, procurando evitar os picos de insulina, controle do percentual de gordura, prevenindo a #lipotoxicidade e, por fim, prática regular de atividades físicas resistidas – principalmente, #musculação -, pois o desenvolvimento da massa muscular é o principal fator para aumento da sensibilidade à insulina e captação periférica de glicose!

PROCURE SEU ENDOCRINOLOGISTA PARA TE ORIENTAR!